A cura do concreto é importantíssima. Uma cura bem feita que vai garantir que o concreto atinja a resistência desejada.
Um pouco de parte técnica:
O início de pega do concreto (já falamos no tópico Dia de concretagem em 9 passos!) quer dizer que, o cimento começou a reagir com a água em uma reação exotérmica, que libera calor, com aumento de temperatura. Se estiver com pouca água vai liberar muito calor e ter retração rápida, surgindo fissuras ou trincas. Por isso, que devemos manter as superfícies concretadas imersas em água, úmidas, molhadas.
Voltando a linguagem de obra:
O objetivo de “curar o concreto” é deixar que ele perca o teor de humidade (água) satisfatório, por temperaturas elevadas do ambiente, ventos e baixa humidade do ar.
Deve-se dar muita atenção a cura de superfícies horizontais como lajes, pisos, fundo de piscinas, quadras de esporte, etc. Geralmente são as peças concretadas que apresentam maiores problemas de cura.
Uma cura mal feita é identificada pela fissuração ou até pequenas trincas que surgem na superfície do concreto.
Para que uma cura seja bem feita a superfície deve estar sempre úmida, imersa em água.
A molhação deve ser feita pelo menos três vezes ao dia. No início da manhã as 8h, por volta de 12h, e por volta das 15h, ou sempre que a superfície estiver completamente seca.
Atenção nas épocas de muito sol e baixa humidade pode ser necessário molhar mais vezes.
É aconselhável após molhar as lajes e pisos cobri-los com lona preta ou manta para manter a superfície molhada. Assim, quando for molhar novamente basta enfiar a mangueira por debaixo da lona. É a melhor forma de fazer a cura de superfícies planas, é muito eficaz.
Existe também a cura química que é feita jogando aditivos por cima do concreto formando uma película. Vamos tratar desse assunto em um tópico espécífico.